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Começando o Ano com o Pé Direito

Atualizado: 12 de mai. de 2019



       Durante os dias 30 e 31 de janeiro e 1 de fevereiro, houve algumas atividades para integrar as classes do Ensino Fundamental, algo que a escola já tem feito há mais de 16 anos, porém sempre visando a inovação. Durante essa primeira semana de aula, ocorreram atividades diferentes para cada um dos três dias.

    Todas essas atividades foram escolhidas pelos professores baseados em alguns critérios. “Nós levamos em consideração que tínhamos pessoas novas, outras que precisavam se integrar mais e, ao mesmo tempo, nós tínhamos um grupo grande de alunos. Então as atividades foram pensadas nesses aspectos e para que houvesse uma dinâmica e participação de todo mundo”, Conta a professora de Artes, Gecimare Carvalhal, sobre como foi a escolha desses dias. “Nós pensamos em atividades que pudessem acolher os alunos, que integrassem as turmas, que fossem interdisciplinares e inter-turmas. A partir disso acabamos criando esses jogos”, disse a professora de Matemática, Silvia Braz (Silvinha), sobre quais foram os critérios para as escolhas dessas brincadeiras.

    “Eu achei que foram momentos importantes, divertidos em que todo mundo se mobilizou coletivamente e se conheceram mais. O que propiciou essa integração das turmas”, complementa Gecimare. “As atividades deram certo. Acho que não na questão de serem mais unidas, mas pela questão do acolhimento entre os alunos novos que as salas receberam, e entre os colegas de outras turmas, que às vezes também não tem tanta oportunidade de estarem juntos em outros momentos, porque cada um fica na sua sala” opina a professora de matemática, Silvia Braz (Silvinha), sobre como foi o resultado final dos jogos.

       No primeiro dia, todos os alunos das salas do sexto ao nono ano foram divididos em três cores e logo depois se juntaram com o grupo multisseriado da mesma cor. Em seguida, os professores explicaram que ocorreriam três jogos, dos quais todos participariam, se revezando entre si.

       Um dos jogos deste dia era o Rebatida, uma atividade em duplas, na qual eram espalhadas pela quadra vários círculos numerados, sempre o número de círculos era menor do que o número de duplas. Após as duplas e os círculos serem feitos a professora fazia um sinal para que as duplas corressem pela quadra e entrassem em algum círculo e, como o número de círculos era menor do que o de duplas, uma dupla iria ficar fora do círculo. Essa dupla teria que pegar um taco e uma bolinha, que estavam no meio da quadra, para que uma pessoa da dupla jogasse a bolinha e a outra rebatesse essa bolinha. A pessoa que rebatia a bola tinha que gritar um número e a dupla que estivesse no círculo com esse número iria correr atrás da bola e tentar entrar em algum círculo. Se ela conseguisse, a dupla daria a bolinha para uma outra que não houvesse conseguido ficar em algum círculo. Se essa dupla fosse a que ficasse fora de um círculo, eles é que rebateriam a bolinha e assim por diante.

        O segundo jogo era um em que os alunos teriam que ficar em uma grande roda e a professora iria explicar alguns comandos que seriam feitos na roda. Os alunos podiam fazer qualquer dos comandos, contanto que eles não os errassem ou demorassem para responder ao comando do outro aluno ou professor. Se alguém errasse, essa pessoa iria sentar no meio da roda e o jogo continuaria. A brincadeira acabava conforme a maioria das pessoas iram errando os comandos e sentassem no meio da roda, até que sobrassem apenas duas pessoas em pé, que no caso seriam os vencedores.

        O último jogo era o Caranguejobol, no qual os alunos eram divididos em dois times e no campinho eles iriam jogar um jogo de futebol, porém ao invés dos alunos jogarem em pé, eles iriam jogar sentados e podiam andar apenas apoiando os pés e as mãos no chão. Em alguns momentos o professor dizia que eles poderiam levantar e jogar normalmente, e depois de algum tempo, os alunos voltavam a jogar como antes.

       No segundo dia, os alunos das classes foram divididos em por volta de 5 grupos de cores diferentes, e cada grupo tinha uma sala e um professor que correspondiam à sua cor. A atividade consistia em: os professores criarem uma história de assassinato em que os alunos teriam que achar as pistas espalhadas pela escola e os alunos, com a ajuda dessas pistas, teriam que escrever uma história com personagens, começo, meio e fim, tentando se aproximar ao máximo da história criada pelos professores. Essa atividade era programada para acabar antes do intervalo, porém os professores perceberam que quase nenhum grupo escrevera a história ainda, então eles decidiram aumentar o tempo de duração da atividade para a manhã inteira. Quando faltavam por volta de 30 minutos para acabarem as aulas, os professores reuniram todos os alunos em uma sala para que alguns representantes de cada grupo contassem a história que escreveram. Após todos os grupos contarem suas histórias, os professores contaram a verdadeira história que eles haviam criado.

       No último dia, durante as três primeiras aulas, os professores dividiram os alunos em dois grupos com cores diferentes, cada grupo iria jogar um jogo que envolvesse água e depois os mesmos iriam trocar de atividade.

       O primeiro jogo consistia em os alunos serem divididos em dois grupos e dividirem o campinho em dois percursos iguais, para que cada grupo ficasse de um lado do campinho e passassem pelo percurso com um copo d’ água em cima de uma bandeja e enchessem duas garrafas PETs que estavam no final do percurso. Vencia o grupo que enchesse as garrafas primeiro. Em alguns momentos, a professora dizia que seria permitido derrubar o copo dos outros, pois em uma certa parte do percurso os alunos de cada grupo acabariam se encontrando.

       O segundo jogo era na piscina, onde os alunos eram divididos em 4 grupos e eles tinham a missão de atravessar a piscina com um fósforo sem que ele molhasse, mas os alunos não podiam levar o fósforo na mão e eles teriam que fazer isso até todos os fósforos da caixinha terem sido levados ao outro lado.            Quando os alunos levavam os fósforos pela piscina, eles tinham que dar para um professor que se encontrava do outro lado, pois quando um grupo terminava de levar todos os fósforos, um professor pegava caixinha e tentava acender o máximo de fósforos possíveis. Ganhava a brincadeira o grupo que acendesse o maior número de fósforos possíveis.

       “Eu gostei da segunda atividade, na qual nós tínhamos que procurar as pistas e escrever uma história. Porque a primeira atividade era mais uma gincana, e a terceira eu não achei tão interessante”, disse a aluna do 7° ano, Ana Larissa, sobre sua opinião das atividades do primeiro dia de aula. “Eu achei mais legal a atividade da água, porque, como estava calor, foi uma brincadeira refrescante e divertida”, fala aluna do 6° ano A, Marina, sobre qual das atividades ela mais gostou.

       “Eu acho que funcionou esse objetivo, porque agora tem pessoas na classe, que não se falavam antes, que depois dessas atividades começaram a conversar”, - falou Kaue do 7° ano, sobre o objetivo de unir as classes com essas atividades. “Sim. Eu acho que funcionou, porque com essas atividades eu consegui conhecer muitas pessoas do 9° ano e do 8° ano”, - diz André do 6° ano A, se esse objetivo de unir as classes deu certo.

      Após essas informações, é possível perceber que muitos alunos e professores gostaram dessas atividades e que todas elas alcançaram o objetivo proposto pelos professores.


- Suzana Bastos

 
 
 

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