A Diferença que Gera a Diferença
- Jornal Folha Verde

- 22 de ago. de 2017
- 3 min de leitura

Há mais de 30 anos a professora Catherine Timm e sua filha Sylvia Timm Freire fundaram a Escola “Verde Que Te Quero Verde”. Desde então muitas mudanças ocorreram, tanto físicas, como pedagógicas. Inicialmente o que era um grande casarão com um quintal enorme, ao longo dos anos foi dando lugar a um prédio de três andares e vários anexos. “No início não imaginava esse crescimento tão grande. Comecei mais preocupada com a dificuldade que observava naqueles alunos que eu acompanhava no estágio onde tomei gosto por lecionar” diz Sylvia, a atual diretora-proprietária da escola.

O espaço da escola sofreu mudanças, modernizando-se e ampliando no decorrer do tempo, porém sempre mantendo sua essência: ser um local agradável para aprender, possibilitar a integração de alunos, professores, funcionários, a natureza e todos os componentes que proporcionam o funcionamento da escola e aprendizagem dos alunos. Bruno Guapo, ex-aluno do Verde, formado em Administração com ênfase em Marketing na ESPM e atualmente funcionário na empresa Nestlé confirma “o espaço é favorável ao ensino e permite a troca de informações e conversas entre todos, desde funcionários da escola até diretores”.

Atualmente a escola conta com a unidade do Itararé (original), a unidade do Canal 3 e em breve uma unidade na Ponta da Praia será inaugurada. Sylvia diz que mesmo com as novas unidades sendo inauguradas, a ideologia e a maneira de educar, tratar e avaliar o aluno prevalecerão, sem perder a alma “verde”.
E a respeito das divergências sobre o construtivismo, que é a concepção de ensino da escola, Sylvia Timm Freire esclarece “O construtivismo é uma teoria de aprendizagem que considera o conhecimento do aluno. Muitas vezes fala-se ‘a criança constrói seu próprio conhecimento’. Isso é uma distorção. É claro que ela constrói, mas precisa da ação do professor para que isso aconteça. Em outras teorias, considera-se que a criança não sabe nada até que alguém ensine tudo para ela. No construtivismo, o professor observa como os alunos aprendem e cria situações para que avancem nos conteúdos”.
Para garantir a qualidade de ensino, a escola investe na formação dos professores por meio de reuniões de formação realizadas pela equipe da escola e oferecendo cursos externos sobre os temas mais pertinentes à educação atual. Cristiane Caldeira Morgado, de 46 anos, funcionária da escola desde 1992, diz: “Os professores são incentivados a crescer junto com a escola, comparecer a palestras e se manter atualizados para progredirem com as novas tecnologias, estudos e o espaço físico, contudo mantendo o espírito e a proposta da escola.”
Todos os ex-alunos, funcionários e ex-funcionários entrevistados confirmam que a diferença do ensino e da preocupação da aprendizagem do aluno, fazendo com que desenvolvam tanto sua parte conceitual quanto humana, com a compreensão de como se relacionar e ser um melhor ser humano para a sociedade fez uma grande diferença. Cecília Petin que estudou durante todo seu percurso escolar na “Verde…”, atualmente formada em Arquitetura e Urbanismo em Belas Artes afirma que a preocupação em ensinar a matéria de um jeito que os alunos possam compreender e não só decorar, como também a relação e vínculo aluno-professor que é tão importante com certeza a ajudou muito, acreditando que grande parte do que é e como pensa foi formado na escola Verde.
Com os vários alunos que se formam na “Verde…” com o passar dos anos, Sylvia comenta: “Me sinto muito realizada quando vejo o resultado e sempre fico com vontade de fazer mais”.
- Arthur Ruas Fagundes



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